23 de outubro de 2012

Fenícios e Persas


O debate sobre as civilizações orientais é muito saudável, e acima de tudo engrandecedor para nossa autocompreensão. Articular e levando hipóteses sobre um assunto tão empolgante é sempre um ótimo exercício.
O uso de conceitos deve ser feito de maneira cuidadosa, sendo que o aluno de 1° ano ainda não está adaptado a subjetividade e possibilidades nas quais a história está imbuída.
O reconhecimento de si nos Fenícios dialogando com as transformações da escrita oriental, pode ser ligado a perceptível transformação linguística no mundo atual. Até mesmo pelo fato de reminiscência. O fato comercial e marítimo para o Fenício sobressaia as demais características. Algo que hoje é sempre lembrado para Judeus e para o mundo Árabe: a necessidade de negociação.
Outro ponto interessante é a forma com a constituição política do Império persa no século sexto antes de cristo. O fator respeito frente as culturas dominadas propiciou um grande desenvolvimento das fronteiras do império persa. E de certo modo a busca pelo controle e centralização do poder, isso pela vigilância que se tinha próxima aos sátrapas, espécie de governador persa. A cidade-estado como uma herança mesopotâmica permanece como célula autônoma, podendo ter sua própria legislação e forma de governo, liberdade suficiente até para os cultos religiosos, sendo que cada cidade-estado podia manter o culto a seu deus.
Algo a ser pensando hoje, onde a segregação religiosa, os conflitos existentes entre os múltiplos cultos ainda causam guerras, destruindo vidas e causando horror.

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