Leia nossas postagens, esse um espaço para professores, alunos e toda a comunidade acadêmica.. O saber é nosso objetivo e que o mesmo possa ultrapassar as paredes das salas de aula.
29 de outubro de 2012
Pronto para prova.
As posturas do aluno frente ao estudo da Antiguidade Oriental ainda são articuladas com um distanciamento pouco agradável. Acima de tudo prejudicial a compreensão e contextualização da História, sendo que é vital para a disciplina a identificação do aluno recém chegado ao Ensino Médio o desenvolvimento desta ha habilidade e de fato a compreensão da disciplina.
Próxima quinta estaremos em avaliação sobre Hebreus, Fenícios e Persas e estou pensando seriamente em conjugar essa avaliação parcial a uma atividade subjetiva, buscando uma certa importância à interpretação e leitura de mundo do aluno.
Creio que deve ser o melhor, como forma de avaliação, para quebrar de certo modo com a sistemática objetiva das últimas avaliações, sem obviamente desprezá-la.
Os temas são propícios, principalmente por nos reconhecermos, buscarmos nossas origens, pertencentes ao mundo ocidental, presentes nos Hebreus, Fenícios e Persas.
26 de outubro de 2012
Alunos da EEEP Lysia Pimentel Gomes lançam jornal
Na última terça-feira, dia 16 de outubro, a EEEP Lysia Pimentel Gomes Sampaio Sales, fez o lançamento oficial e a entrega aos alunos da 1ª edição do Jornal LP, o jornal é um projeto de autoria da professora de Língua Portuguesa Sheila Brito e contou com a participação de alunos de todas as turmas, contou ainda com o apoio do Grêmio Estudantil, professores e Núcleo Gestor.
Através do jornal, importante veículo de comunicação, a escola pretende divulgar seu projeto educativo, envolvendo toda a comunidade escolar e levando informações sobre os acontecimentos mais importantes ocorridos na escola e na comunidade local.
25 de outubro de 2012
24 de outubro de 2012
Palestra na Lysia. Mercado de Trabalho!!!
Hoje, dia 24 de outubro de 2012, os alunos dos Cursos de Técnico em Logística e Técnico em Manutenção Automotiva participaram de uma palestra sobre o mercado de trabalho, sendo ministrado por um colaborador do Senac, Igor.
O discurso esteve baseado nas oportunidades tão requisitadas em Sobral. Uma das iniciativas da professora Juliana, pertencente a formação técnica dos alunos de Logística, mas considerando a importância, alargou-se para as outras turmas.
O discurso esteve baseado nas oportunidades tão requisitadas em Sobral. Uma das iniciativas da professora Juliana, pertencente a formação técnica dos alunos de Logística, mas considerando a importância, alargou-se para as outras turmas.
Resumo sobre Hebreus:
Os hebreus
Os hebreus são povos semitas originários
da Mesopotâmia que passou pela Babilônia e pela Síria, mas se
estabeleceram e viveram no Oriente Médio cerca do segundo milênio a.C. e
que mais tarde originou os semitas como os judeus e os árabes, mas
posteriormente o termo hebreu foi associado somente ao povo judeu.
A história da política hebraica é dividida em três fases:
Fase dos Patriarcas: onde por volta de 1750 a.C. os hebreus migraram para o Egito nas proximidades do Nilo devido a uma grande seca que levou à crise na produção alimentícia. Ao se fixar no Egito, os hebreus conseguiram prosperar mas os faraós egípcios os perseguiram e os escravizaram. Em 1250 a.C. os hebreus saíram do Egito liderados por Moisés para voltar à Palestina. Segundo a Bíblia, na volta do hebreus à Palestina que Moisés recebeu as tábuas contendo os dez mandamentos de Deus.
Fase dos Juízes: foi quando os hebreus chegaram a Palestina e esta estava habitada por vários povos e como os hebreus estavam divididos em doze tribos, eles escolheram vários juízes para comanda-los na luta com os povos pela posse das terras. Entre os povos habitantes da Palestina estavam os cananeus e os filisteus. Os juízes desempenhavam o papel de chefes mililtares, políticos e religiosos que lhe davam poderes pois eram considerados enviados de Deus para liderar a luta. Josué foi o primeiro juiz e iniciou a tomada da Palestina onde conquistou Jericó. Em 1030 a.C. entregaram o comando a um só rei para diminuir desavenças internas e como estratégia para vencer seus vizinhos.
Fase dos Reis: O primeiro rei foi Saul que suicidou após ser derrotado pelos filisteus e Davi foi seu sucessor que venceu Golias e conquistou o resto da Palestina escolhendo Jerusalém como capital do reino. Com a morte de Davi seu filho Salomão foi seu sucessor. Salomão levou o povo hebreu ao ponto mais elevado de grandeza realizando obras grandiosas. A obra mais importante foi o templo de Jerusalém que abrigava a Arca da Aliança. Salomão possuía habilidade política e para construir obras grandiosas aumentava os impostos e retirava os camponeses da lavoura para ajudar nas construções. O aumento dos impostos também pagava o luxo de toda sua corte e as despesas com numerosos funcionários, além da sua família com 700 esposas e 300 concubinas.
A divisão da Palestina
Após a morte de Salomão ocorreram várias revoltas e em 935 a.C. houve a separação das doze tribos em dois reinos: Reino de Israel cuja capital era Samaria. Era formado por dez tribos situaos ao norte. Reino de Judá formado por duas tribos cuja capital era Jerusalém localizados ao sul.
A formação dos reinos fizeram com que os hebreus ficassem fragilizados aos ataques vizinhos onde em 722 a.C. o reino de Israel foi tomado pelos assírios e seus habitantes foram deportados para diferentes partes do Império Assírio. O Reino de Judá sobreviveu até 586 a.C. quando os babilônios invadiram e dominaram o reino. Conduziram os judeus para a Babilônia como prisioneiros onde permaneceram até 539 a.C.
Nesse mesmo ano, os persas invadiram a Babilônia e a conquistou fazendo com que os judeus regressarem para a Palestina onde reconstruíram o templo.
Após algum tempo a Palestina foi dominada pelos macedônios, egípcios e romanos. O imperador romano Tito destruiu Jerusalém e expulsou os judeus da Palestina. Nessa fase os judeus se dispersaram (a Diáspora) que durou mais de dezoito séculos e meio. A Diáspora só se findou em 1948 quando a ONU criou o atual Estado de Israel onde antigamente era a Palestina.
Economia e Sociedade
Os hebreus deixaram de vivem do pastoreio e foram desenvolvendo o cultivo de cereais à medida em que foram conquistando terras palestinas.Com os surgimento das propriedades privadas, muitos camponeses ficaram sem terra e pediam empréstimos aos grandes proprietários. Como não conseguiam pagar seus empréstimo, foram escravizados pelos proprietários. Com mão-de-obr farta os grandes proprietários passaram a vender seus agropecuários e o comércio floresceu.
A cultura
Os hebreus se destacaram por sua religião e pelas contribuições na literatura. Os hebreus eram monoteístas, mas o monoteísmo se consolidou após as pregações de Amós, Oséias e Isaías. Os profetas reafirmavam a vida de um salvador que libertaria os hebreus para uma vida eterna. Dá-se o nome de judaísmo para a religião hebraica que ainda esperam a vinda do Messias. Comemoram a páscoa, o pentecostes e os tabernáculos. A páscoa relembra a saída do Egito, o pentecostes celebra a entrega dos dez mandamentos a Moisés e os tabernáculos recorda a caminhada dos hebreus no deserto quando saíram do Egito para voltar à Palestina.
A literatura
A maior força está concentrada nos Salmos, no livro de Jó, nos Provérbios e Cântico dos Cânticos. Os salmos são poemas que transmitem ensinamentos, Jó é uma reflexão filosófica, Provérbios ensina sabedoria e disciplina e Cântico dos Cânticos é um poema de amor sensuais.
A história da política hebraica é dividida em três fases:
Fase dos Patriarcas: onde por volta de 1750 a.C. os hebreus migraram para o Egito nas proximidades do Nilo devido a uma grande seca que levou à crise na produção alimentícia. Ao se fixar no Egito, os hebreus conseguiram prosperar mas os faraós egípcios os perseguiram e os escravizaram. Em 1250 a.C. os hebreus saíram do Egito liderados por Moisés para voltar à Palestina. Segundo a Bíblia, na volta do hebreus à Palestina que Moisés recebeu as tábuas contendo os dez mandamentos de Deus.
Fase dos Juízes: foi quando os hebreus chegaram a Palestina e esta estava habitada por vários povos e como os hebreus estavam divididos em doze tribos, eles escolheram vários juízes para comanda-los na luta com os povos pela posse das terras. Entre os povos habitantes da Palestina estavam os cananeus e os filisteus. Os juízes desempenhavam o papel de chefes mililtares, políticos e religiosos que lhe davam poderes pois eram considerados enviados de Deus para liderar a luta. Josué foi o primeiro juiz e iniciou a tomada da Palestina onde conquistou Jericó. Em 1030 a.C. entregaram o comando a um só rei para diminuir desavenças internas e como estratégia para vencer seus vizinhos.
Fase dos Reis: O primeiro rei foi Saul que suicidou após ser derrotado pelos filisteus e Davi foi seu sucessor que venceu Golias e conquistou o resto da Palestina escolhendo Jerusalém como capital do reino. Com a morte de Davi seu filho Salomão foi seu sucessor. Salomão levou o povo hebreu ao ponto mais elevado de grandeza realizando obras grandiosas. A obra mais importante foi o templo de Jerusalém que abrigava a Arca da Aliança. Salomão possuía habilidade política e para construir obras grandiosas aumentava os impostos e retirava os camponeses da lavoura para ajudar nas construções. O aumento dos impostos também pagava o luxo de toda sua corte e as despesas com numerosos funcionários, além da sua família com 700 esposas e 300 concubinas.
A divisão da Palestina
Após a morte de Salomão ocorreram várias revoltas e em 935 a.C. houve a separação das doze tribos em dois reinos: Reino de Israel cuja capital era Samaria. Era formado por dez tribos situaos ao norte. Reino de Judá formado por duas tribos cuja capital era Jerusalém localizados ao sul.
A formação dos reinos fizeram com que os hebreus ficassem fragilizados aos ataques vizinhos onde em 722 a.C. o reino de Israel foi tomado pelos assírios e seus habitantes foram deportados para diferentes partes do Império Assírio. O Reino de Judá sobreviveu até 586 a.C. quando os babilônios invadiram e dominaram o reino. Conduziram os judeus para a Babilônia como prisioneiros onde permaneceram até 539 a.C.
Nesse mesmo ano, os persas invadiram a Babilônia e a conquistou fazendo com que os judeus regressarem para a Palestina onde reconstruíram o templo.
Após algum tempo a Palestina foi dominada pelos macedônios, egípcios e romanos. O imperador romano Tito destruiu Jerusalém e expulsou os judeus da Palestina. Nessa fase os judeus se dispersaram (a Diáspora) que durou mais de dezoito séculos e meio. A Diáspora só se findou em 1948 quando a ONU criou o atual Estado de Israel onde antigamente era a Palestina.
Economia e Sociedade
Os hebreus deixaram de vivem do pastoreio e foram desenvolvendo o cultivo de cereais à medida em que foram conquistando terras palestinas.Com os surgimento das propriedades privadas, muitos camponeses ficaram sem terra e pediam empréstimos aos grandes proprietários. Como não conseguiam pagar seus empréstimo, foram escravizados pelos proprietários. Com mão-de-obr farta os grandes proprietários passaram a vender seus agropecuários e o comércio floresceu.
A cultura
Os hebreus se destacaram por sua religião e pelas contribuições na literatura. Os hebreus eram monoteístas, mas o monoteísmo se consolidou após as pregações de Amós, Oséias e Isaías. Os profetas reafirmavam a vida de um salvador que libertaria os hebreus para uma vida eterna. Dá-se o nome de judaísmo para a religião hebraica que ainda esperam a vinda do Messias. Comemoram a páscoa, o pentecostes e os tabernáculos. A páscoa relembra a saída do Egito, o pentecostes celebra a entrega dos dez mandamentos a Moisés e os tabernáculos recorda a caminhada dos hebreus no deserto quando saíram do Egito para voltar à Palestina.
A literatura
A maior força está concentrada nos Salmos, no livro de Jó, nos Provérbios e Cântico dos Cânticos. Os salmos são poemas que transmitem ensinamentos, Jó é uma reflexão filosófica, Provérbios ensina sabedoria e disciplina e Cântico dos Cânticos é um poema de amor sensuais.
Lysia em ação.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
REUNIÃO DO CONSELHO ESCOLAR DA EEEP LYSIA PIMENTEL GOMES
No
último dia 17/10, ocorreu a reunião do Conselho Escolar da EEEP
Lysia Pimentel Gomes, na qual, foi dado o passo inicial para a
implantação de um sistema de ouvidoria escolar.
Com
o intuito de cada vez mais melhorar a qualidade da educação
oferecida ao alunos, a EEEP Lysia Pimentel busca integrar e valorizar
todas as instâncias colegiadas existentes, passando assim, a dividir
o processo de gestão com toda a comunidade escolar.
O
sistema de ouvidoria ficou assim estipulado: na biblioteca da escola
encontrar-se-á uma ficha na qual todos da comunidade escolar terão
acesso e poderão registrar suas dúvidas, sugestões, críticas e
etc. Na reunião mensal seguinte, todas as fichas do mês serão
analisadas pelo Conselho e apontadas soluções viáveis, além de
designar um integrante para acompanhar a resolução de cada situação
relatada como problema. Nos encontros seguintes serão novamente
reavaliadas até que os “problemas”, outrora citados, sejam
resolvidos.
Para
o professor Freire, presidente do Conselho Escolar da EEEP Lysia
Pimentel, este é um momento marcante no que se chama de
democratização da gestão, ressalta ainda, a importância das
reuniões mensais deste órgão colegiado, que visam a formação
contínua dos conselheiros.
Os
representantes do Grêmio Estudantil também participaram da
referida reunião, que além da implantação da ouvidoria, deram
outros encaminhamentos constantes na pauta do dia.
PAUTA
DA REUNIÃO (17/10/2012)
01.
Boas-vindas – Vídeo Tony Meléndez;
02.
Estudo do texto: Formação dos Conselhos Escolares;
03.
Análise do Regimento Escolar referente ao Conselho;
04.
Implantação e estabelecimento de critérios para Ouvidoria;
05.
Elaboração do calendário de reuniões;
06.
Fotos para “carômetro” (registro fotográfico dos conselheiros
com as respectivas funções para confecção de um banner).
23 de outubro de 2012
Fenícios e Persas
O
debate sobre as civilizações orientais é muito saudável, e acima
de tudo engrandecedor para nossa autocompreensão. Articular e
levando hipóteses sobre um assunto tão empolgante é sempre um
ótimo exercício.
O
uso de conceitos deve ser feito de maneira cuidadosa, sendo que o
aluno de 1° ano ainda não está adaptado a subjetividade e
possibilidades nas quais a história está imbuída.
O
reconhecimento de si nos Fenícios dialogando com as transformações
da escrita oriental, pode ser ligado a perceptível transformação
linguística no mundo atual. Até mesmo pelo fato de reminiscência.
O fato comercial e marítimo para o Fenício sobressaia as demais
características. Algo que hoje é sempre lembrado para Judeus e para
o mundo Árabe: a necessidade de negociação.
Outro
ponto interessante é a forma com a constituição política do
Império persa no século sexto antes de cristo. O fator respeito
frente as culturas dominadas propiciou um grande desenvolvimento das
fronteiras do império persa. E de certo modo a busca pelo controle e
centralização do poder, isso pela vigilância que se tinha próxima
aos sátrapas, espécie de governador persa. A cidade-estado como uma
herança mesopotâmica permanece como célula autônoma, podendo ter
sua própria legislação e forma de governo, liberdade suficiente
até para os cultos religiosos, sendo que cada cidade-estado podia
manter o culto a seu deus.
Algo
a ser pensando hoje, onde a segregação religiosa, os conflitos
existentes entre os múltiplos cultos ainda causam guerras,
destruindo vidas e causando horror.
22 de outubro de 2012
10 de outubro de 2012
Hobsbawm
Associação Nacional de História (ANPUH) responde à crítica da Revista Veja sobre Hobsbawm

Em nota, entidade afirma que Veja teria reduzido historiador a um "idiota moral"
A nota de
repúdio foi publicada no perfil da entidade no último sábado. Confira,
na íntegra, o texto da Associação Nacional de História, que teve como
título, "Hobsbawm: Um dos maiores intelectuais do século XX".
"Na última
segunda-feira, dia 1 de outubro, faleceu o historiador inglês Eric
Hobsbawm. Intelectual marxista, foi responsável por vasta obra a
respeito da formação do capitalismo, do nascimento da classe operária,
das culturas do mundo contemporâneo, bem como das perspectivas para o
pensamento de esquerda no século XXI. Hobsbawm, com uma obra dotada de
rigor, criatividade e profundo conhecimento empírico dos temas que
tratava, formou gerações de intelectuais. Ao lado de E. P. Thompson e
Christopher Hill liderou a geração de historiadores marxistas ingleses
que superaram o doutrinarismo e a ortodoxia dominantes quando do apogeu
do stalinismo. Deu voz aos homens e mulheres que sequer sabiam escrever.
Que sequer imaginavam que, em suas greves, motins ou mesmo festas que
organizavam, estavam a fazer História. Entendeu assim, o cotidiano e as
estratégias de vida daqueles milhares que viveram as agruras do
desenvolvimento capitalista. Mas Hobsbawm não foi apenas um “acadêmico”,
no sentido de reduzir sua ação aos limites da sala de aula ou da
pesquisa documental. Fiel à tradição do “intelectual” como divulgador de
opiniões, desde Émile Zola, Hobsbawm defendeu teses, assinou manifestos
e escolheu um lado. Empenhou-se desta forma por um mundo que
considerava mais justo, mais democrático e mais humano. Claro está que,
autor de obra tão diversa, nem sempre se concordará com suas afirmações,
suas teses ou perspectivas de futuro. Esse é o desiderato de todo homem
formulador de ideias. Como disse Hegel, a importância de um homem deve
ser medida pela importância por ele adquirida no tempo em que viveu. E
não há duvidas que, eivado de contradições, Hobsbawm é um dos homens
mais importantes do século XX.
Eis que, no entanto,
a Revista Veja reduz o historiador à condição de “idiota moral” (cf. o
texto “A imperdoável cegueira ideológica da Hobsbawm”, publicado em www.veja.abril.com.br).
Trata-se de um julgamento barato e despropositado a respeito de um dos
maiores intelectuais do século XX. Veja desconsidera a contradição que é
inerente aos homens. E se esquece do compromisso de Hobsbawm com a
democracia, inclusive quando da queda dos regimes soviéticos, de sua
preocupação com a paz e com o pluralismo. A Associação Nacional de
História (ANPUH-Brasil) repudia veementemente o tratamento
desrespeitoso, irresponsável e, sim, ideológico, deste cada vez mais
desacreditado veículo de informação. O tratamento desrespeitoso é dado
logo no início do texto “historiador esquerdista”, dito de forma
pejorativa e completamente destituído de conteúdo. E é assim em toda a
“análise” acerca do falecido historiador. Nós, historiadores, sabemos
que os homens são lembrados com suas contradições, seus erros e seus
acertos. Seguramente Hobsbawm será, inclusive, criticado por muitos de
nós. E defendido por outros tantos. E ainda existirão aqueles que o
verão como exemplo de um tempo dotado de ambiguidades, de certezas e
dúvidas que se entrelaçam. Como historiador e como cidadão do mundo.
Talvez Veja, tão empobrecida em sua análise, imagine o mundo separado em
coerências absolutas: o bem e o mal. E se assim for, poderá ser ela,
Veja, lembrada como de fato é: medíocre, pequena e mal intencionada."
São Paulo, 05 de outubro de 2012Diretoria da Associação Nacional de História
ANPUH-Brasil
Gestão 2011-2013
http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network
Estratégias de Leitura
Estratégias de leitura
Cada leitor desempenha tal habilidade de um modo distinto
Algumas pessoas encontram dificuldades em ler, pois acham cansativo, monótono e difícil. Isso ocorre porque, na maioria das vezes, o indivíduo ainda não encontrou um meio estratégico para promover sua leitura de maneira prática.
Então, vejamos algumas táticas de leitura que podem despertar interesse e ser um incentivo à leitura:
Leitura em voz alta – enquanto lê em voz alta, a concentração é facilitada, já que a leitura silenciosa pode sofrer interferências de pensamentos alheios ao assunto tratado no texto.
Exposição de pensamentos – é quando o leitor expõe, verbaliza o que está pensando a respeito do que lê. Esta prática desperta o interesse da pessoa por aquela leitura sem que perceba.
Identificação dos fatores chaves – o ledor identifica os elementos mais importantes da narrativa: os verbos, as personagens, as características e qualidades principais. Qual o objetivo do texto? E para qual tipo de leitor? Qual o posicionamento do autor: a favor ou contra? Perguntas como estas são feitas e respondidas pelo próprio leitor depois de analisadas novamente no texto.
Representação visual dos acontecimentos – à medida que lê, o indivíduo faz reproduções mentais acerca dos fatos. Dessa forma, o conteúdo é internalizado através das imagens obtidas através da leitura.
Antecipação das informações – diz respeito ao conhecimento prévio que o leitor possui a respeito do que lê. Assim, enquanto faz a leitura vai se lembrando do que já sabe sobre o tema abordado e presumindo o que virá a seguir. Este método causa tranquilidade e conforto.
Questionário – fazer perguntas sobre o texto torna a leitura fácil para algumas pessoas. Trata-se de elaborar um questionário sobre a leitura, o qual é respondido pelo próprio leitor, claro. Porém, há a possibilidade do mesmo tecer uma pergunta ao lado de cada parágrafo que julgar mais importante. Assim, quando ler a pergunta que fez, saberá do que se trata o parágrafo em questão.
Resumo – fazer uma síntese do texto à medida que lê. A cada período mais importante, o leitor escreve uma oração que o resume em um papel ou então no próprio livro, ao lado do parágrafo (faça isso, caso o livro seja seu).
Essas práticas produzem gosto pela leitura e aprimoramento, tornando-a mais prazerosa e satisfatória. Agora é só escolher uma ou algumas e ler bastante!
9 de outubro de 2012
8 de outubro de 2012
3 de outubro de 2012
A traição dos meus instintos.
UNIVERSIDADE
ESTADUAL VALE DO ACARAÚ - UVA
Centro de
Ciências Humanas – CCH
Curso:
História
Idade
Moderna II
Professor
Ms. Paulo Henrique
Aluno:
Paulo Otávio
Conto: A
traição dos meus instintos.
Pois é
em minha vida pequena e curta o perigo e a aventura sempre foram meu
lema e em meio as galerias frias da cidade de Londres, não aprendi a
contar o tempo, vivi intensamente, sigo meus instintos, na verdade
meu olfato, sensível a tudo que parece interessante: roupa suja,
comida mal armazenada, e o odor quem vem do cais, do porto - Ah que
maravilha.
Se hoje
tenho essa corpo definido, formato de barril, é exatamente por essas
habilidades, de saber onde a melhor refeição se encontra, o odor de
botas e meias sujas também é muito atraente.
Mas, mal
sabia que seria essas habilidades que levariam-me ao fim, a próxima
viagem poria fim as épicas aventuras desse jovem desbravador.
É
naquele porto onde muitos sorrisos acontecem e muitas lágrimas
rolam, eu como mero espectador fiquei a admirar o que esses homens
tem de mais forte: a força do interesse. Queridos desta fez não
tive tanta sorte, já descobriremos porque.
A noite
chega rápido, percebo devido a agilidade dos marujos em buscarem as
velas e lamparinas, o frio vindo do mar e o cheiro de peixe pobre dão
o contexto do local, alguns deitam-se como se estivem preparando-se
para acordar bem cedo, detalhe que fugiu-me, mas que mudou
drasticamente minha vida. Enquanto a maioria deitava, fiquei a
observar um pequeno grupo que sentavam bem próximo a cabine do
capitão e começaram a cantar. Nossa! Música boa é uma raridade.
Acabei dormindo e pense em um sono. Dormir tanto que ao acordar só
vi bem ao longe as últimas pintura da minha amada cidade, que ao
longe era engolida pelo horizonte. Meu pequeno coração quase que
explodia ter tanta emoção. Senti que naquele momento era a ultima
vez que via a minha Londres.
- O destino? Ah só deus sabe, enquanto tenho um pressentimento que entrar neste barco não vai fazer bem.
O balanço
do mar já começava e incomodar meu sensível estômago, enquanto
buscava uma bota largada para tentar relaxar. Esse foi o primeiro dia
da fatigante viagem.
Rotina
que vai iria repetir-se por uma eternidade de dias.
A comida
já estava escassa e os marujos esgotos, o cheiro ou odor tornou-se
mais forte, a verdade a podridão impregnava-se a tudo e a falta de
banho era notável.
Quando a
comida e a energia do homens começam a exaurirem, no firmamento o
breu anunciava um grande presságio, indício de uma enorme
tempestade que viria. Em pensar que desde Londres esses sinais já
tinham aparecido, e fazendo-me corajoso pouco liguei, um irmão nosso
Caio morre preso numa armadilha, uma carruagem quase atropelava
Morrise enquanto o mesmo mudava de galeria. Ah se tivesse percebido,
teria ficado em casa, desfrutando da noite londrina.
Agora é
tarde, a bendita tempestade não cai ainda, a agonia dos marinheiros
menos calejados é evidente, a sensação é que o céu ia desmoronar
sobre nossas cabeças. Mas o pior a de vir. Não se sabe de onde,
mas uma hora chegará. Todos parecem desorientado, como alimento
digno só restou uma sola velha de sapato que esqueceram no porão.
De
repente um barulho, a nave sofre um grande impacto, ao longe o
firmamento parecia estar rasgando o véu.
Os gritos
já nem podiam ser ouvidos, a água enfim derrama-se sobre a
embarcação fazendo-o seu pequeno brinquedo. Os ventos
desestabilizavam a nave e a mente das pessoas. Quanto a mim,já tinha
mudado a cor da pele três vezes, o medo não abandonou-me mais.
Explica-los-ei a frente porque.
O mesmo
medo e o pavor tomavam conta da tripulação. As horas seguintes
serão as mais dolorosas da minha vida. O local que parecia mais
seguro estava minando água e era visível o rombo na casca do navio.
Congelei e não tive outra reação senão ir para cima, correndo
entre as pernas correntes, a loucura pela vida estava iniciada.
Alguns
até tentavam controlar a infiltração de água, chegavam a usa até
mesmo carne para tentar impedir a inundação. De repente toda a
tripulação estava imbuída em salvar o barco. Cosseguram retirar
uma enorme quantidade de água, muito embora, quanto mais tiravam
mais entrava, todos já estavam esgotados, a energia até mesmo dos
mais jovens já não mais existia, quanto, ao longe ouço o velho
capitão cochichar sorrateiramente: É irreversível. Para mim foi o
suficiente para crer que esse não era um bom dia.
Por pouco
não fui pisoteado, o barco já dava indícios de que estava
afundando embora alguns tentassem, tentassem desesperadamente esgotar
a água, tentativa inútil.
Já
passavam algumas horas, e de repente o inacreditável acontece, não,
não foi a água que parou de entrar, mas sim os homens se acalmaram
e viram que diante da situação algumas coisas tinham que ser
resolvidas, como que se tivessem acostumados com a ideia da morte,
homens nobres e “menos” importantes ocupavam o mesmo espaço e
buscavam uma igualdade. O silencio perdurou, de repente alguém
começar a falar, quase sussurrar, enquanto o barulho do mar ao modo
dava o tom da conversa.
O
conformismo era geral, sem notaram que eu estava ali, a assistir tudo
perplexo. Pareciam estar numa espécie de ritual do mar. Sei bem que
depois desta conversa, onde tudo já parecia perdido, um brinde foi
feito, e o motivo não era a salvação do naufrago que iria se
suceder, mas a uma vida após a morte. Um mundo ditoso que não
tinham conseguido chegar neste mundo.
Sorte?
Talvez, mas o acaso levou a embarcação a afundar próxima a encosta
de algumas rochas, toda tripulação escapou, porém, Aquela má
sensação desde o inicio da viagem culminou em agonia agora. Eu não
sabia nadar, nem um pedaço de madeira escapou para que pudesse ficar
em cima. Nem um sapato velho que boiasse. Já começava a sentir o
frio da água do mar tocar o meu sensível rabo. Dai em diante a
consciência fugiu-me quase imediatamente. Parecia não acreditar que
depois de tantas aventuras chegava ao fim minha jornada, o medo, a
dor, a vida, foram engolidos pela água todos meus sentimentos, junto
com aquela embarcação.
Mensagem
psicografada de Edward, o ratinho fanfarrão.
"O século de Hobsbawn"
Morreu ontem Eric Hobsbawm, um dos mais influentes historiadores do
século 20. Sua influência veio não apenas de um trabalho seguro e
rigoroso de pesquisa historiográfica que privilegiava movimentos sociais
dos séculos 19 e 20. Na verdade, em uma época como a nossa, que parece
abraçar de maneira entusiasmada a crítica das chamadas "metanarrativas"
com suas visões de processos globais e movimentos teleológicos, Hobsbawm
destoava por ser um dos poucos que não se contentavam em afundar-se na
micro-história.
Sem medo de procurar processos nos quais rupturas socioeconômicas e produção de novas ideias de cunho universalista se entrelaçam, Hobsbawm soube, como poucos, mostrar como a história da modernidade ocidental sempre foi a história das revoluções.
Fiel à filosofia da história de cunho hegeliano herdada pela tradição marxista, ele escreveu quatro livros clássicos ("A Era das Revoluções", "A Era do Capital", "A Era dos Impérios" e "Era dos Extremos") a fim de mostrar como as exigências igualitárias de liberdade enunciadas pelos setores populares da Revolução Francesa moldarão o curso da história como uma voz que sempre volta. Tal voz da igualdade será o fator de inquietude de uma história que será, cada vez mais, realmente mundial.
Adorno dizia que a fixação positivista nos "fatos" escondia, muitas vezes, a simples incapacidade de enxergar estruturas. Pensar é saber estabelecer relações e, se é inegável que certas construções da historiografia marxista demonstram-se infrutíferas e demasiado genéricas, há de se reconhecer que a rejeição em bloco dessa tradição teve forte impacto negativo na nossa capacidade de pensar a história.
Mas isso nunca impediu Hobsbawm de imergir nos detalhes e encontrar, por exemplo, na voz de Billie Holiday as marcas do sofrimento social dos esquecidos do sonho americano (conforme o livro "História Social do Jazz") ou nas desventuras do bandido Jesse James algo de fundamental a respeito dos descaminhos de nosso ideal de liberdade e das debilidades do poder (conforme o livro "Bandidos"). Hobsbawm sabia ler tais "fatos isolados" como sintomas sociais.
Alguns, como o historiador britânico Tony Judt, insistiam que Hobsbawm não teria capacidade de compreender as ilusões que moldaram o século 20, em especial o comunismo. Talvez seja o caso de dizer que a compreensão da história como simples crítica das ilusões corre o risco de perder de vista o essencial: de onde vem a força que faz com que indivíduos consigam ir além de seus próprios interesses imediatos? O que talvez explique porque quis o destino que o último livro de Hobsbawm se chamasse exatamente "Como Mudar o Mundo".
Vladimir Safatle é professor livre-docente do Departamento de
filosofia da USP (Universidade de São Paulo). Escreve às terças na
Página A2 da versão impressa.
Sem medo de procurar processos nos quais rupturas socioeconômicas e produção de novas ideias de cunho universalista se entrelaçam, Hobsbawm soube, como poucos, mostrar como a história da modernidade ocidental sempre foi a história das revoluções.
Fiel à filosofia da história de cunho hegeliano herdada pela tradição marxista, ele escreveu quatro livros clássicos ("A Era das Revoluções", "A Era do Capital", "A Era dos Impérios" e "Era dos Extremos") a fim de mostrar como as exigências igualitárias de liberdade enunciadas pelos setores populares da Revolução Francesa moldarão o curso da história como uma voz que sempre volta. Tal voz da igualdade será o fator de inquietude de uma história que será, cada vez mais, realmente mundial.
Adorno dizia que a fixação positivista nos "fatos" escondia, muitas vezes, a simples incapacidade de enxergar estruturas. Pensar é saber estabelecer relações e, se é inegável que certas construções da historiografia marxista demonstram-se infrutíferas e demasiado genéricas, há de se reconhecer que a rejeição em bloco dessa tradição teve forte impacto negativo na nossa capacidade de pensar a história.
Mas isso nunca impediu Hobsbawm de imergir nos detalhes e encontrar, por exemplo, na voz de Billie Holiday as marcas do sofrimento social dos esquecidos do sonho americano (conforme o livro "História Social do Jazz") ou nas desventuras do bandido Jesse James algo de fundamental a respeito dos descaminhos de nosso ideal de liberdade e das debilidades do poder (conforme o livro "Bandidos"). Hobsbawm sabia ler tais "fatos isolados" como sintomas sociais.
Alguns, como o historiador britânico Tony Judt, insistiam que Hobsbawm não teria capacidade de compreender as ilusões que moldaram o século 20, em especial o comunismo. Talvez seja o caso de dizer que a compreensão da história como simples crítica das ilusões corre o risco de perder de vista o essencial: de onde vem a força que faz com que indivíduos consigam ir além de seus próprios interesses imediatos? O que talvez explique porque quis o destino que o último livro de Hobsbawm se chamasse exatamente "Como Mudar o Mundo".
VLADIMIR SAFATLE escreve às terças-feiras nesta coluna.
Vladimir Safatle é professor livre-docente do Departamento de
filosofia da USP (Universidade de São Paulo). Escreve às terças na
Página A2 da versão impressa.
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